Custos sócio-ambientais

O redirecionamento da atividade produtiva de forma a privilegiar diretamente e ao mesmo tempo a redução da desigualdade social, a preservação ambiental e o bem estar do ser humano implica numa gigantesca mudança tanto do sistema econômico quanto da vida social. O desafio é, portanto, selecionar as questões que tenham o maior potencial de irradiar a mudança, o que por sua vez permite, o que é decisivo, focar a ação.

Três questões, em particular, têm esse desdobramento transformador, pois forçam a mudança na direção e intensidade desejadas. Restringir os impactos sociais e ambientais negativos oriundos da produção e consumo de bens é uma delas e isto é obtido através da inclusão dos referidos impactos sócio-ambientais no custo dos produtos e serviços. A redução da jornada de trabalho é outra destas questões pois além de ser indispensável para a melhoria do bem estar humano provoca o fortalecimento do trabalho em detrimento do lucro. A terceira questão é a de reconhecer a existência de duas economias, duais, e, ao fazê-lo, romper com a teoria econômica ortodoxa.

 Estas três questões, per si, estão na ordem do dia, são discutidas aberta e amplamente, e obviamente, são objeto de intensa repulsa pelo status quo. É claro, a primeira leva ao reposicionamento na qualidade e quantidade do consumo e do investimento, a segunda leva a uma nova relação do trabalho frente ao capital e a terceira traz consigo o fim do crescimento econômico como medida do progresso da humanidade. Mas, a repulsa e a repressão a elas não são impossíveis de serem derrotadas. Ao contrário, a reação a elas fica cada vez mais difícil, especialmente com o engajamento da maioria em um movimento popular.

Cada uma destas questões será detalhada em posts específicos a serem publicados brevemente.

Comentários desativados
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 98 outros seguidores