Central de comentários

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78 Respostas para “Central de comentários”

  1. José Prado Alves Filho diz:

    Sobre
    “A economia dual. Um outro mundo já existe e se expande – parte 1.
    15 de maio de 2013 — Christopher “…
    A primeira frase do texto me parece um tanto antropocêntrica e determinista. Há valor na natureza para além do trabalho humano. A Nova Economia não considera isso?

    • Christopher diz:

      Boa tarde José,

      A noção de valor está, a meu ver, intrinsecamente ligada ao trabalho humano, e mesmo assim, de forma limitada. Veja que o acervo cultural e físico construído pelas civilizações são um patrimônio ao qual não faz sentido tentar atribuir um valor. A natureza, por sua vez, é até mais do que um patrimônio da humanidade. É um patrimônio do planeta pelo qual a humanidade deve mesmo é zelar. Tais patrimônios são, ou deveriam ser, de livre acesso e usufruto, guardada a necessidade de preservação e uso adequado.
      Christopher.

  2. Dan Moche Schneider diz:

    Olá Chris, Boa notícia para esse começo de 2013.

  3. Ana Carolina Santos diz:

    Boa tarde, Christopher.

    Sou assessora de imprensa e gostaria de saber um e-mail pelo qual possamos entrar em contato com você.

    Att,

    Ana Carolina

  4. Patrocínios hipócritas….muito comuns nos dias de hoje. - Blog da Ilha diz:

    [...] da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e [...]

  5. Michel diz:

    Belo texto sobre a hipocrisia nos patrocínios! Tem um vídeo de 10 min. do filósofo Slavoj Zizek falando de forma brilhante sobre este fenômeno. Recomendo muito: http://www.youtube.com/watch?v=hpAMbpQ8J7g

    • Christopher diz:

      Olá Michel,
      Sensacional. Acho que ele captou a verdadeira natureza do que ocorre: O que compramos já vêm com as “compensações”. Tenho que pensar mais a respeito e rever o vídeo algumas vezes. Não sei ainda como me referir ao trabalho no blog. Mais informações em breve.
      Abraços,
      Christopher.

      • João diz:

        Já viu esse Chris? Usaram o mesmo estilo, mas para passar uma mensagem um pouco diferente… O que acha?

        • Christopher diz:

          Boa tarde João,
          Esta questão dos impostos tem muitas facetas, a meu ver. Realmente, para ter produtos “competitivos” seria importante ter impostos, entre outros, compatíveis. Mas, o que está em jogo são questões muito mais abrangentes e que dizem respeito ao bem estar, preservação ambiental e redução da desigualdade, o que leva necessariamente a um redirecionamento da atividade produtiva. Dentre outras grandes mudanças, é necessário passar a internalizar custos que hoje não são considerados (bens da natureza não renováveis, poluição, danos à saúde, etc.) o que leva a que os bens produzidos venham a ter custos em outra ordem de grandeza, o que contribui também para um consumo per capita menor, mais equitativo e com menos perdas. A maior massa de impostos e taxas não deveria ir para os governos e sim para entidades com propósito específicos, parte da sociedade civil. Quanto à competitividade, trata-se de um via de mão dupla, os países que iniciarem o processo, sofrerão um impacto grande mas estarão abrindo antes dos demais o espaço para uma Nova Economia e com isso criando, quem sabe, um outro tipo de vantagem competitiva.
          Abraços,
          Christopher.

          • João diz:

            Chris,
            Concordo. Na verdade coloquei esse vídeo pensando a discussão sobre a hipocrisia das corporações. A indústria se faz de santa, se coloca como um setor preocupado com o meio ambiente e com o desenvolvimento do país e, com esse véu, pede menos impostos, quando seu funcionamento intrínseco está na verdade limitado pelo objetivo de gerar lucro. A discussão de competitividade é uma discussão de (falta de) valores, disfarçada. Afinal, existe algum setor que destrói mais o planeta do que a indústria (capitalista)?

            Além disso, eles fazem sua propaganda a partir de um plágio de uma série de animações (RSA Animate) sem citar a fonte. Pessoalmente, não tenho dada contra as adaptações. Mas depois são eles mesmo que criticam a quebra de direitos autorais de medicamentos e o compartilhamento de cultura pela internet. Sacou?

            • Christopher diz:

              Boa tarde João.
              É mesmo, uma tremenda hipocrisia.Que ironia o plágio por quem o impede o livre uso da criação humana em seu próprio benefício.
              Abraços,
              Christopher.

  6. Dan Moche Schneider diz:

    Uma alegria, Chris. Grato por compartilhar.

  7. Dan Moche Schneider diz:

    Prezado Chris, comento a obsolescência programada e a articulo com a nossa, ainda recém nascida, Política Nacional de Resíduos Sólidos.
    “Uma das maiores trapaças da tecnologia moderna está na política da obsolescência planejada, ou seja, no envelhecimento premeditado dos objetos, com as mudanças desnecessárias de modelo ou “styling” (este anglicismo já é para enganar), e com peças calculadas para não durarem, ou sistemas que não permitem reparação. O auge desta trapaça está no objeto de um só uso.” José A. Lutzenberger.

    Um amigo meu lá de Minas, véio Cássio, lixólogo de longuíssima data, foi quem me ensinou que as perguntas existenciais do mineiro: “quécosô?, oncotô? e proncovô?” podem ser úteis não somente para o autoconhecimento mas pra entender muitas situações.

    1. Quécosô?
    Já me perguntei muitas vezes; e sempre tive respostas diferentes. O mundo muda a gente muda, de onde concluo que sou mudança, viajante, filho dessa espaçonave Terra, tão extraordinariamente criada, que mantém a vida a bordo em regeneração, a despeito da entropia, graças à energia que obtemos da nave mãe – o Sol , que seguimos por espaços nunca dantes navegados.

    Sou como um filhote, a sair do ovo. Viajamos na espaçonave Terra que não veio acompanhada do manual de instruções. Mas veio acompanhada de um grande fator de segurança, contra a nossa ignorância, e que nos trouxe até o presente. Esse amortecedor de erros equivale ao alimento líquido fornecido à uma ave, dentro do ovo , para desenvolvê-la até certo ponto.
    No presente, os ecossistemas estão colapsando e os recursos naturais a escassear, situação de risco provocada pela forma de produção e consumo de 20% dos passageiros. Estamos na mesma situação do filhote de ave que está no ovo. O alimento está a terminar justamente quando o filhote está grande o suficiente para caminhar com as próprias pernas.
    Assim, quando o filhote bica a casca em busca de mais alimento, ele a rompe sem querer. E então, deve procurar alimento à custa de suas próprias pernas e asas. Na mesma situação, temos que abrir as asas da imaginação e voar, do contrário desapareceremos.
    Sou imaginação. A imaginação não é um detalhe de nossas vidas, é a própria essência do que somos. Somos co-criadores da nossa realidade. Mas sobre todas as crises, a crise da imaginação é a pior. Qual realidade precisa ser criada? Fecho os olhos, imagino e sinto: a ética controla a técnica; a dança substituiu o ritmo do capital; o antagonismo e controle foram substituídos pelo cuidado entre os homens e deles com a natureza. A economia passou a servir o ser humano. Os objetos já são produzidos para durar e serem compartilhados por todos. Já não um mundo de consumidores, mas de seres criativos, livres e cuidadosos. Um mundo com menos lixo.
    2. Oncotamos?
    Estamos numa nave em crise, provocada por modos de produção e consumo que desregulam os sistemas de regeneração da vida a bordo, e cujos timoneiros são incapazes de medidas arrojadas para alterar o curso do desastre. Os sistemas de regeneração de vida da nave, que criam, purificam e reintegram resíduos em ritmo natural, já não acolhem, pelo ritmo industrial em que são produzidos, tantos e tão diferentes tipos de resíduos.

    Estes então se acumulam e passam a participar dos ciclos biogeoquímicos, dos sistemas de regeneração de vida a bordo, espalhando-se por toda a espaçonave e em seus tripulantes. Os novos passageiros chegam à espaçonave com mais de 200 substâncias tóxicas no sangue. A pegada ecológica de 2007 indica que os tripulantes estão consumindo a própria espaçonave! O que os sistemas de regeneração de vida produzem em 18 meses, são consumidos em 12 meses. Pelos tripulantes da primeira classe. Os custos são pagos por todos.

    Energia e recursos naturais são crescentemente demandados para a produção de objetos projetados para serem inviabilizados em seu uso prolongado . Pela necessidade de consumo dos objetos produzidos, desenvolveu-se também um complexo sistema de produção de consumidores para os objetos, pela colonização da imaginação. As desigualdades entre os tripulantes da espaçonave se acentuam e, pela primeira vez, a massa de passageiros não é mais necessária para manter o padrão de vida da primeira classe. Nesse sistema, o que, para que e com que conseqüências se produz, no fundo não interessa.

    O desenvolvimento da tecnologia resultou em sistemáticos ganhos de eficiência no uso de energia e materiais – são produzidos mais objetos com menos energia e menos materiais – mas isso não provocou a diminuição da massa de resíduos Os ganhos foram anulados pelo sistemático crescimento da extração de recursos naturais e crescimento das economias. Mas não é possível manter um crescimento econômico ilimitado num mundo finito. A primeira classe deve reduzir o seu consumo e os recursos devem ser distribuídos de forma mais equitativa.

    A reciclagem de objetos é solução apenas parcial já que nunca pode ser total . O economista Georgescu-Roegen alertou que “economizar quantidades de matéria e energia apenas retarda o problema” e formulou das mais importantes perguntas: “usamos os recursos planetários para produzir arados ou canhões?”.

    Num sistema econômico que produz aceleradamente e crescentemente lixo, como cuidar do lixo?

    3. Proncovamos?
    A Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, com a Lei Nacional de Saneamento Básico e a Lei de Consórcios Públicos constituem um marco na história recente das políticas ambientais e de saneamento brasileiro e passaram a nortear todas as ações de gestão e manejo de resíduos sólidos.

    A Lei de Saneamento Básico determina como devem ser prestados os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos – Planejados, regulados, fiscalizados, universalizados, economicamente sustentáveis e socialmente controlados. A Lei de Consórcios Públicos cria condições para os municípios superarem seu principal e crônico problema – fragilidade de gestão local- pela constituição de consórcio regional de gestão e manejo de resíduos sólidos.

    Quais são os objetivos da PNRS?
    A PNRS é uma Lei Federal para proteção da saúde pública e do meio ambiente. Ela determina aos consumidores, poder público e setor empresarial, diversas ações para cuidar do lixo . Seu objetivo é encerrar lixões e bota-foras, recuperar todos os materiais que possam ser reutilizados e reciclados, inclusive restos de comida e de jardins, restos de construções e outros e dispor em aterros sanitários apenas os rejeitos . Tudo isso realizado preferencialmente junto com os catadores.

    Depois de mais de vinte de anos de luta por esse marco regulatório, cuja implantação tem pela frente antigas mazelas e novos desafios, vamos proteger a saúde pública e o meio ambiente, segundo a PNRS, pela gestão e gerenciamento de resíduos sólidos:

    Art. 9º Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

    A não geração é, segundo a PNRS, a prioridade na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos.
    • Para isso ela enuncia como princípio: a redução do (…) consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta;
    • Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços

    A PNRS não indica, no entanto, como isso pode ser alcançado. Os desafios portanto permanecem:
    DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICA PÚBLICA PARA A NÃO GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

    Como proibir a produção de objetos que não possam ser reutilizados ou reciclados?
    Como aumentar significativamente o prazo de garantia sobre objetos produzidos?
    Como estabelecer limites à produção e ao consumo, sobretudo das elites planetárias?
    Para onde direcionar o crescimento econômico nas regiões que ainda não atingiram condições mínimas?

    algumas fontes desse comentário:
    Marx mostrou a quase 150 anos que a acumulação do capital e sua constante expansão, base do desenvolvimento capitalista, resultam da produção de mercadorias cujo valor de troca é superior ao da produção (Dinheiro-Mercadoria-Dinheiro’). O aumento de trabalho, da produtividade e a redução do tempo de uso de mercadorias – pelo desenvolvimento de sua descartabilidade, obsolescência ou fragilidade programada – são maneiras de diminuir o tempo do circuito do capital, D-M-D’, e acelerar sua acumulação.
    “a produção cria, simultaneamente, um objeto para o sujeito e um sujeito para o objeto“ Fonte: Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos escolhidos/Karl Marx. São Paulo, Abril Cultural, 1978, p. 103.
    Viviane Forrester. O Horror Econômico. Editora Unesp, 1997: “Pela primeira vez, a massa humana não é mais necessária materialmente, e menos ainda economicamente, para o pequeno número que detém os poderes e para o qual, as vidas humanas que evoluem fora de seu círculo íntimo só têm interesse, ou mesmo existência – isso se percebe cada dia mais – , de um ponto de vista utilitário.”
    Um dos economistas mais brilhantes e polêmicos do século XX, o romeno Nicholas Georgescu-Roegen criticou a visão de economia de fluxo circular, que prescindiria da entrada de materiais, e afirmou, com base na lei da entropia, que não se pode alcançar uma eficiência produtiva total e, portanto, que a reciclagem de materiais nunca pode ser total

    abraço forte,

    • Christopher diz:

      Olá Dan,
      Mas que belo e profundo comentário. Gostei, em especial, da organização em torno das expressões mineiras. Estou pensando em transformar seu comentário em um post a publicar na próxima 4ª feira. O que você acha?
      Abraços,
      Christopher.

  8. Dan Moche Schneider diz:

    Olá Chris,

    Grato por tua resposta. Internalização de custos? A externalização de custos não é a alma do processo de acumulação do capital, racionalidade à qual tudo o mais se subordina? Me lembrei de dois ditados talvez aqui pertinentes: “Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo padrão de raciocínio que o criou” , Einstein; “Vocês nunca mudam as coisas lutando contra o sistema existente. Para mudar alguma coisa, construir um novo modelo que faça o modelo antigo obsoleto” R. Buckminster Fuller. Acredito que este modelo esteja sendo construido por muitas ações, ainda desarticuladas. Mas, homem de fé que sou, observo e sinto que o momento é de integração e cristaliização. Energia de Oxumarê e Xangô! Saravá teu blog, amigo. Axé!

    • Christopher diz:

      Olá Dan,
      Reforma ou revolução? Ambos, acredito. Algumas mudanças têm que vir meio a “forceps” daí a necessidade de saber bem quais sejam as mais efetivas e desenvolver o ativismo em torno delas. A internalização de custos bate de frente com o sistema mas está ganhando muita força o que o deixa no maior contra-pé. O mesmo vale para a redução da jornada. São duas mudanças de difícil contestação mas que causam abalos estruturais e, por isto, haverá resistência até quando puderem resistir. Em paralelo, a meu ver, continuam as mudanças lentas e profundas de adequação à realidade, sem necessidade de nenhuma imposição moral, econômica ou social ao indivíduo. A adequação, se dá pacificamente e é resultado da pressão do inevitável.
      Abraços,
      Christopher.

  9. Dan Moche Schneider diz:

    ” quem deve se apropriar dos recursos gerados por esta inevitável ocorrência? Os governos? Acho que não. Estes, são instituições do passado, sem credibilidade e dominados por interesses já estabelecidos.” Olá Chris. Se não os governos, quem? Que são dominados por interesses estbelecidos, sabemos. Mas não há espaços para essa atuação. Se vc pensa que não há, quais seriam esses outrod espaços? Numa outra rede vc perguntou: para onde ir e como ir.
    Para onde ir, observo que há convergência de estrelas guias: desconcetração de riquezas, com a diminuição dos fluxos de materiais e energia das elites planetárias, e viver bem (melhor) com menos.

    Para viver bem há de se reconhecer quais necessidades precisam ser atendidas. Max Neef propõe numa palestra (Empoderamento e desenvolvimento) uma matriz de necessidades humanas de 9X4 (ser, ter, fazer e interagir X subsistência, proteção, afeto, participação, compreensão, ócio, criação, identidade e liberdade). Esses recursos, que serão apropriados pelos Estados, poderiam ser direcionados à políticas públicas voltadas para esses objetivos, Temos indicadores consagrados do que seja viver bem? O FIB dá conta do recado? Não seria esse uma luta prioritária?
    Abração e grato pelo post,

    • Christopher diz:

      Olá Dan,
      Por um lado tenho a convicção de que a sociedade civil organizada é que pode fazer a mudança. Por outro, a impressão de que os governos vão perder muito espaço em favor de organismos locais com sistemas de democracia direta.
      O outro ponto que você levanta me trouxe à mente a questão quem muda? o social muda o indivíduo, ou vice-versa? Acredito na 1ª opção. Por isto, vejo que duas iniciativas são básicas quanto ao “o que fazer”: a internalização de custos e a redução da jornada. Ambas levam ao reposicionamento de cada um de nós em várias frentes de nossas vidas.
      Abraços,
      Christopher.

  10. Luiz Pestana diz:

    Estabelecer padrões comportamentais comuns para a humanidade é total absurdo. É o retorno ao absolutismo. Certos povos não têm atenção ao consumismo exacerbado e nem por uma forma de governo exógena a deles, podendo citar como exemplos os tibetanos, os beduínos, os povos dos altiplanos andinos e tantos outros do Oriente Médio e da Ásia, de longas guerras contra a intromissão externa. O que deve ser buscado é o respeito mútuo, é a responsabilidade com os seus entes e ter ética.

    • Christopher diz:

      Olá Luiz,
      Preservar a cultura,tradições e individualidade de cada comunidade e povo também me parece essencial. A questão econômica, por outro lado, tem hoje, necessariamente, um alcance global. Equaciona-la adequadamente, que é a proposta da Nova Economia, é vital para a sobrevivência da civilização.
      Abraços,
      Christopher.

  11. Thelma Rodrigues Brasil diz:

    Adoraria ver as cidades livres da praga dos automóveis de uso individual. Entretanto, residindo em local da periferia de Brasília, Capital que “prima” ao mesmo tempo por um transporte coletivo de péssima qualidade (tanto no que diz respeito ao estado de conservação dos veículos quanto ao seu número e a quantidade de linhas) e por ser um dos mais caros (ou o mais caro) do País. Para resumir, a partir do condomínio aonde moro um cidadão nunca sabe quanto tempo levará para chegar por exemplo ao trabalho. Pode dar sorte e levar entre meia hora e quarenta e cinco minutos, ou entre uma e meia e duas horas para chegar ao destino. Sou favorável a realização de manifestações populares no sentido de exigir do GDF adoção de medidas imediatas para resolver esse estado de coisas, e a um esforço concentrado por parte das várias liderenças visando tornar tais manifestações cada vez mais fortes e irresistíveis. Com a situação de agora, não ter carro — e este é meu caso atual — significa estar ao sabor do acaso no cumprimento de compromissos.

    • Christopher diz:

      Olá Telma,
      Seu relato é doloroso. Como é dramático, sem exagero, a situação daqueles que usam os trens suburbanos, e que são a maioria de nosso povo urbano. Um conhecido, e é um exemplo, teve costelas fraturadas ontem na viagem de volta de trem.
      Acredito muito nas mobilizações. E pouco em nossas instituições. Tenho a impressão que à medida que a sociedade civil conseguir mostrar sua força, o judiciário, legislativo e executivo sofrerão uma completa reforma. Isto, sem falar no setor privado que precisa cumprir, de fato, sua função social.
      Voltando ao automóvel, quando este tiver um papel secundário (fruto da luta da sociedade civil), as boas soluções começarão a ser implementadas.
      Abraços,
      Christopher.

  12. Dan Schneider diz:

    O vídeo sobre transporte é muito muito bom. Valeu pela dica. Vou apresentar em classe. Grato.

  13. Jonas Bertucci diz:

    Christopher, dá uma olhada nesse vídeo, sobre o problema do automóvel:

    Sempre percebi a questão da mobilidade como parte fundamental do problema da democratização da economia (e da cidade) e seu texto fala um pouco sobre as duas coisas.

    Um abraço,
    Jonas

    =========
    Vídeo vencedor do I Concurso de Vídeo e Fotografia “O TRANSPORTE SOB O OLHAR DA SOCIEDADE”, apresentado no III Workshop em Transporte entre 28 e 29 de novembro de 2011 na Universidade de Brasília.
    No trabalho são analisados os efeitos do estímulo à indústria automobilística e feitas proposições de políticas para incentivar o transporte público coletivo.

    • Christopher diz:

      Olá Jonas,
      Gostei muito do vídeo. Em muitos trechos mostra, de uma forma muito feliz, aspectos tratados no post. Fica a pergunta, quem mobiliza o poder público? Este está a serviço dos interesses constituídos e a primazia do automóvel é o principal deles.
      Abraços,
      Christopher.

  14. Moysés Muguet diz:

    Moysés Muguet
    - Eu penso que seria interessante esse tribunal até pra servir como reflexão para as partes envolvidas nesse processo leonino, não só os Estados Unidos mas também a Alemanha e França tem as suas parcelas de culpa nesse processo capitalista que só produz a injustiça social,será que não seria a hora de repensar em um novo modelo de economia? onde os países desenvolvidos e os emergentes tipo o Brasil,China e Índia participasse mais intensamente desse processo,deixando de lado interesses comerciais,visando uma melhor distribuição de renda. Talvez seja uma utopia falar em melhor distribuição de renda mais esse é o caminho. Eu penso que sem essas reformas a humanidade está fadada a acabar.

    • Christopher diz:

      Olá Moysés,
      O movimento por uma Nova Economia busca justamente o desenvolvimento econômico com preservação ambiental, menor desigualdade social e mais bem estar.
      Abraços,
      Christopher.

  15. Wilton Ribeiro diz:

    O Brasil precisa primeiro participar como membro da ONU, para tentar inteferir na política norte americana. Sem isso, são apenas argumentos de politica externa de cada país.

    • Christopher diz:

      Olá Wilton,
      Acredito que não se trata de interferir na política norte americana e sim mostrar como suas autoridades por conivência com o setor financeiro prejudicam o mundo.
      Abraços,
      Christopher.

  16. Ana Lúcia Barreto diz:

    Os EUA deveria ser responsabilizado por todas as desgraças advindas de suas intervenções nefastas na economia e na fomentação da guerra. UM país ambicioso, intromissor e interventor que tem sido o responsável direto por todas as mazelas que assolam os demais países. Acredito que a natureza dará a resposta e não está muito longe de “cair em desgraça” geral como ocorreu com outras antigas civilizações, a exemplo da egípcia, romana etc. Torço por isso porque é o único meio de contenção

    Ana Lúcia Barreto

    • Christopher diz:

      Olá Ana Lúcia,
      Achei a ideia do tribunal boa exatamente por desnudar as verdadeiras motivações das políticas dos EUA e também dos principais países europeus.
      Abraços,
      Christopher.

  17. Leandro diz:

    Parabéns pelo blog! Recebo as atualizações pela lista do Decrescimento, mas nunca tinha vindo aqui deixar meu registro. Está feito.
    Gosto dos seus textos, curtos e diretos ao ponto, levantando mais reflexões do que tentando esclarecer. É um convite ao raciocínio e ao debate!
    Abraço!

  18. Maria Eliza Miranda diz:

    Não sei o que fiz que a página se alterou e nem sei se meu comentário foi mandado.
    Vai aqui a idéia central:
    Pacto social político cultural. O eixo do pacto é a sustentabilidade a partir da regra TRABALHO: Quantidade de trabalho versus remuneração. Quanto mais velho o trabalhador maior valor ao trabalho com menos quantidade do mesmo. E mais: trabalho com relevância social melhor remunerado.
    Isto sim, significaria inclusive aproveitar melhor o legado humano da vida!
    Pode até gerar lucros, mas que tenham aplicação sócio-cultural. Controle da economia de mercado para se estimular uma modificação estrutural do modo de produção e acreditar na educação e na ciência pela sustentabilidade de futuras gerações.
    Estamos dormindo muito e sossegadamente!

    • Christopher diz:

      Olá Maria Eliza,
      Eu precisei atualizar o post pois percebi que o compartilhamento via Twitter e Facebook não estava funcionando, daí a dificuldade que você sentiu. Interessante a sugestão do pacto, o problema é que os hoje “beneficiados” somente vão aderir em última instância.
      Abraços,
      Christopher.

      • Maria Eliza Miranda diz:

        Eu questionaria quem se beneficia do quê? Em última instância, estamos gestando uma sociedade obscurantista, doente e até esquizofrênica! Não gosto mais de pensar em termos de superação do capitalismo porque já compreendi que não vai ser com os núcleos de discussão em torno, principalmente, da luta de classes que vamos conseguir avançar para algum ponto. Não sou economista do tipo capaz de pensar soluções econômicas, mas me parece que o TRABALHO tem uma centralidade importante no debate. O trabalho tem se modificado muito e percebo que a maioria das pessoas estão sendo educadas sem compreender o real valor e sentido do trabalho. Até os “beneficiados” estão com essa miopia. E aí temos a outra questão, a das tecnologias, que envolve os jovens atuais que estão sendo expostos a elas sem nenhuma mediação, o que, no mínimo, é uma contradição importante no interior do modo de produção capitalista que já está trazendo os sinais de esgotamento do próprio modo de produção.
        O Sistema Político tem de ser repensado e sabemos que isso demanda tempo… Não temos hoje nenhuma noção de como se pode transformar o sistema político, mas vejo que podemos valorizar o trabalho e a produção social dos bens e desviar da tendência que parece, veja que digo parece, ser a tendência dominante de se pensar e discutir o consumo e a circulação dos bens. Não vejo como não retomar a questão da produção social, mas agora, com outros critérios como o da sustentabilidade.
        Eu sinto muito, mas a sustentabilidade é para mim o ponto central da questão social e da justiça social até.
        Agradeço seu comentário, mas temos de conseguir pensar em efetivamente NOVOS conceitos de vida e de economia.
        Eliza

        • Christopher diz:

          Olá Maria Eliza,
          Um pacto se dá entre interesses divergentes. São vários grupos, um deles, pelo menos, é beneficiado em termos de acesso aos bens e serviços que o sistema produtivo oferece, não é verdade?
          Abraços,
          Christopher.

          • Maria Eliza Miranda diz:

            Em parte é verdade. Os interesses são sim divergentes e penso que não há apenas um grupo beneficiado e nem apenas um tipo de benefício. A maior parte dos grupos que existe na sociedade se beneficia de um jeito ou de outro. Muito ou pouco. Em geral, com pouco. O que as pessoas consideram benefício varia também. Um pacto requer inteligência, e isto quer no mínimo dizer, ceder alguma coisa. Um pacto não supõe apenas uma alternativa e nem tampouco uma saída. Requer projeção do dinamismo das coisas, a transformação inclusive de uma mentalidade. Enfim, um pacto carece de um projeto construído para novos cenários. Pensamento único tende, pelo menos a história já bem o demonstra, ao totalitarismo. E os totalitarismos não eliminaram a concentração de benefícios… Aliás, é possível aumentar o acesso aos bens e serviços, melhorar a sua qualidade e nem por isto, resolveremos o problema! Este existe antes do capitalismo. Penso que, talvez, possamos resolvê-lo apesar do capitalismo! Quem sabe no pós-capitalismo que está em curso!
            Agradeço muito sua atenção.

            • Christopher diz:

              Olá Maria Eliza.
              Realmente, totalitarismos, nem pensar. Mas é preciso sempre lembrar que são os movimentos sociais (num sentido amplo e não ideológico ou sectário) que levam às mudanças tanto das instituições quanto do próprio comportamento humano em sociedade.
              Acho ótimo trocar ideias.
              Abraços,
              Christopher.

  19. Wilton Ribeiro diz:

    No meu livro: “Brasil Federalista, Mutualista e Unicameral”, eu defendo que o sistema politico deve ser ocupado pelos empresarios e os trabalhadores; conter apenas uma Câmara federal e 5 Estados. O Governo gasta muito e gasta sem controle. Se vc diminui o numero de Estados e Ministérios, resolvemos grande parte do problema e, mudamos, o sistema capitalista pelo Mutualismo.

    • Christopher diz:

      Olá Wilton,
      Tenho a impressão que realmente caminhamos para um sistema misto onde cooperativas tenham muito mais presença e força.
      Abraços,
      Christopher.

  20. ANTONIO OSCAR diz:

    Os Políticos são profissionais que num sistema democrático se apropriam “legalmente” do poder e de modo geral buscam atender os seus interesses servindo a quem possa manter seus privilégios. Nesse sentido buscam se aliar a quem detém outro tipo de poder, o poder ECONÔMICO. Com a aliança de interesses pessoais, dos políticos, com os interesses econômicos do capital, são definidas as regras do crescimento econômico. Só quebrando esse pacto veremos uma nova economia prevalecer;

    • Christopher diz:

      Olá Antônio,
      Realmente, acho que temos que fortalecer a democracia direta em oposição ao atual sistema de representação. Vejo também que a incompetência é enorme e que os políticos não saberiam fazer diferente. Aliás, o processo de escolha já favorece este tipo de perfil.
      Abraços,
      Christopher.

  21. Dan diz:

    Christopher,

    De um ditado Português, que bem poderia ser a estrela guia da economia, que é mais arte do que ciência:

    A alegria de uma casa
    em bem pouco se resume
    beijos, abraços, canções,
    água, pão, flôres e lume

    Um bom ano para todos nós.

  22. Marcos Carneiro diz:

    Prazados amigos de SC,
    O autor Luiz Augusto Rodrigues da Luz, Eng. Químico que atua na Petrobras, escreveu em seu livro A Gestão da Água-Ed. Qualimax, um capítulo que ele denominou ” Água Nova” (assim mesmo entre aspas) onde ele atribui parte importante das enxurradas nas grandes cidades, ao acúmulo de ” água nova” , gerada a partir da queima de combustíbeis fósseis e fez, a meu pedido, o cálculo da geração dessa ” água” a partir da queima de 200 litros de combustível/mes, média para um carro que roda 1500/mes.O que vcs acham desse tema? Porque não se discutiu esse aspecto até hoje?
    “Usando a fórmula geral para hidrocarbonetos alcanos (só há uma ligação entre os carbonos) podemos segundo a fórmula chegarmos a um número que possa se traduzir próximo da realidade.

    CnH2n+2 + (3n+1O2) / 2 ———————- n CO2 + (n+1) H2O – substituindo pela molécula da gasolina C8H18, teríamos:

    C8H18 + 25/2 O2 ————– 8 CO2 + 9 H2O

    1 mol de gasolina (somatório das massas atômicas dos átomos que compõem o composto = 114g) produzem 9 mols de água.

    Bem, para calcular 200 litros de gasolina, precisamos saber a massa de gasolina que se equivalem. Vamos levar em conta a densidade da gasolina igual a 0,8. Como d = m/V . . . . logo = m = d x V – m = 0,8 x 200 = 160 Kg = 160.000 g.

    Agora sim, poderemos relacionar:

    114g ——————– 9 mols de água

    160.000 g ————— x mols de água.

    x = (160.000 g x 9 mols) / 114 g = 12.631 mols de água. 1 mol de água é igual a 18g, logo 12.631 será: 12.631 x 18 = 227.358 g. Ou seja, 227 quilos aproximadamente.

    Os Hidrogênios do processo são oriundos dos Hidrocarbonetos, que ao se juntarem com o Oxigênio atmosférico.produz água.

    A água não estava confirmada nas moléculas do HC, apenas parte dela que julgo ser os Hidrogênios.

  23. Marcos Carneiro diz:

    Prezados,

    Já li muita coisa sobre o assunto e continuo com a minha posição (minha, não a que me querem fazer pensar/acreditar): isso tudo é realmente uma conversa para ” levar gato para nadar”, assim como foi com o CFC , armas de destruição em massa no Iraque, a morte do Bin Laden, a responsabilidade pela derrubada das torres gêmeas e outras ” cositas más” .
    O comentarista se ” entrega” nas suas ocultas pretensões ” científicas” ao denominar aqueles que contestam a teoria dominante como ” céticos” . Para entendermos melhor o que está por detrás disso vamos ao significado da palavra céticos: aqueles que duvidam de tudo; DESCRENTES. Ora, se estamos tratando de ciência, não podemos denominar os que discordam da corrente de pensamento dominante de DESCRENTES. É preciso que eles sejam contestados cientificamente, o que não tem sido possível até hoje.Tenta-se desacredita-los pura e simplesmente. Isso já ocorreu na inquisição, quando os CÉTICOS (como Galileu-Galillei, por exemplo) eram queimados vivos por faltarem argumentos à religião para contesta-los.O mesmo me parece estar acontecendo no caso Aquecimento Global.Ninguém contesta os danos causados pelas atividades industriais e de consumo humanos, pois a poluição do ar é fato comprovado por simples estações de monitoramento da qualidade do ar, mas daí a os efeitos serem capazes de mudar a estratosfera…a distância é muito grande. Porque então as grandes potências não estão tomando medidas para a redução imediata de suas emissões, cortando o consumo desenfreado, a queima alucinada de combustíveis fósseis, etc., etc.?E os danos à atmosfera e ao meio ambiente provocados pelas inúmeras guerras que elas patrocinam diariamente? Porque ninguém se atreve de denuncia-los e fazer projeções sobre esses danos de responsabilidade única e exclusiva das grandes potência, principalmente aquela que todos nós conhecemos muito bem?
    Não li a tese da doutoranda da USP, mas não me atrevo a concordar com o comentarista da matéria pois a USP é uma entidade acima de qualquer suspeita e recomendo a vcs e ao comentarista a acessarem o endereço http://mitos-climaticos.blogspot.com/2010/02/aquecimento-global-ciencia-ou-religiao.html e lerem o que está ali relatado, num comentário desapaixonado e técnico, não tratando-se de ceticismo ou crença. Não posso acreditar que o trabalho do Professor Gustavo M. Baptista (UnB), avalizado pelo Dr. Molon (UF-AL), possa ser considerado uma balela.A não ser que o ” fiel ou crente” , articulista do comentário ao trabalho da doutoranda da USP, seja um agente inquisidor.

    Não custa lembrar a frase lapidar do grande Roberto Campos: ” A maioria das vezes em que discordei sozinho, estava com a razão” !

    MARCOS CARNEIRO

    • Christopher diz:

      Prezado Marcos,
      Todos temos, ainda bem, direito a opinião sobre qualquer assunto. Já uma tese de doutorado, não. Precisa chegar a conclusões fundamentadas. Quanto aos céticos, este é o termo usado pela autora da tese.
      Abraços,
      Christopher.

    • Dan Moche Schneider diz:

      Olá Marcos,
      Gostaria de arriscar uns pitacos nas qustões por você formuladas:
      a) Por que as grandes potências não estão reduzindo suas emissões…?
      a)Por que os Estados, a tempos, foram “capturados” pelas grandes transnacionais e o status quo não pode ser alterado; e, afinal, como dizia Keynes, a longo prazo estaremos todos mortos.
      b) E os danos provocados pelas guerras…?
      b) Não seriam pelas mesmas razões? Business as usual?

      c) A USP é uma entidade acima de qualquer suspeita (…)
      c) A USP é formada por seres Humanos – de natureza dual, luz e sombras: homo sapiens/homo demens

  24. Tadeu Santos diz:

    Peço desculpas a doutora pela mesma rede pública por tratá-la como catarinense quando a mesma reclama que não é, peço perdão por deduzir que havia cursado geografia na UDESC, qdo apenas leciona, tanto que foi indicada para o FCMCG, mas se recusou a representar esta respeitável instituição Barriga Verde. Porém mantenho minha discordância qto a sua esnobe conduta e as suas infundadas teses sobre o clima, falo como um afetado/atingido pela violência das águas e dos ventos aqui na região sul de SC, epicentro do furacão Catarina – o primeiro do Atlântico Sul. Como cidadão, modestamente sugiro que a Daniela Onça procure fazer um outro doutorado que busque respostas as tragédias do clima, já que a ciência da meteorologia não está sendo capaz de explicar as frequentes e intensas adversidades climáticas, pois em muito iria contribuir com a prevenção e adaptação às comunidades que vivem em áreas de risco as violentas cheias e de vulnerabilidade a força dos ventos.

    • Christopher diz:

      Prezado Tadeu,

      Imagino que a autora tenha se informado de seu primeiro comentário através desta central de comentários. Não soube, entretanto, da resposta dela. Por qual rede pública ela fez isto?
      Abraços,

      Christopher.

      • Tadeu Santos diz:

        Christopher
        Alguém percebeu e repassou pra ela e a mesma enviou suas reclamações diretamente para o meu e-mail. Após os petardos que recebi por descrevê-la como uma catarinense, perdi o interesse em concluir a leitura da sua tese e porque certamente não encontrarei nada de espetacular, apenas mais uma cética que decidiu contestar o desequilíbrio climático que o homem está acelerando irresponsavelmente pela ganância infecciosa.
        Sds
        Tadeu Santos
        Araranguá SC

  25. Tadeu Santos diz:

    Olá Christopher,
    sobre a tese da Onça catarinense concordo com você. No mês passado tomei conhecimento da existência da doutora qdo a mesma enviou mensagem ao Fórum Catarinense de Mudanças Climáticas Globais – FCMCG, se recusando a participar por não concordar com os foristas mesmo sem conhecê-los, mesmo sem haver participado de nenhuma reunião. Como havia exceso de ironia em sua mensagem ordenando que retirasem o nome dela da lista, tentei contato com a Onça e trocamos várias mensagens por e-mail, porém não a convenci de que deveria particiapr já que havia sido indicada pela UDESC, instituição do qual havia cursado Geografia antes deste esquisito doutorado na USP.

    • Christopher diz:

      Olá Tadeu,
      Fico com pena dela não ter participado do fórum e feliz com a suas tentativas. Teria sido muito proveitoso para ela e um enriquecimento da discussão. A ironia que você cita está presente na pegadinha a que me referi.
      Abraços,
      Christopher.

  26. Dan Moche Schneider diz:

    Belo trabalho Chris. Esse resultado indica que o movimento Slow Science inda tá chegando ..slowly…enquanto isso… dá-lhe produção acadêmica em ritmo industrial…! a gerar descartáveis…

    O orientador não poderia ter direcionado a tese para exploração dos conflitos ideológicos subjacentes ao tema mudanças climáticas? Seria bem interesssante. Mas pretender julgar centenas de trabalhos científicos…sem trabalho ciêntífico? Duro de engolir.
    Abração,

    • Christopher diz:

      Olá Dan,
      Obrigado pelo incentivo. Além da preocupação com o tema em si, acho, que a crítica, principalmente dos que estão fora do meio acadêmico, pode, com você sugere, contribuir para uma produção científica de qualidade. É a esperança que fica.
      Abraços,
      Christopher.

  27. Benedito F. Oliveira diz:

    Como já fiz diretamente a você, renovo aqui meus parabéns pelo seu trabalho. A discussão desses novo temos sempre merece nossa atenção e, quando possível, nossa participação.
    Continue e que o número de acessos e participantes assíduos desse Blog sempre aumentem.

    • Christopher diz:

      Olá Benedito. Obrigado pelo apoio. Me lembro sempre de um comentário seu ao rever um texto que havia escrito: “cada capítulo se prestaria a um artigo”. Aos poucos cheguei a uma forma parecida, pois o blog permite, entre outros, encaminhamento parecido. Houve é claro uma grande mudança desde que fiz minhas primeiras tentativas de escrever a respeito dos impasses da economia. Ao identificar através da nef e de muitos outros que tem muita gente trabalhando de diversas formas em relação ao assunto, passei a dedicar-me, dentro das minhas possibilidades, à uma causa que vai se difundindo em vários países. As ideias sobre as quais escrevi permanecem válidas, a meu ver, e espero tratar disto ao longo do próximo ano. Um grande abraço. Christopher.

  28. Fabiana diz:

    Cris, parabéns por este belo trabalho. Continue sempre inspirado.
    abs,
    Fabi

  29. Silvio Roberto diz:

    Prezadíssimos,

    Três colocações:

    1) Não existe, de fato, almoço grátis. Se alguém oferece generosamente um serviço sem remuneração, esse alguém está pagando o almoço com o seu trabalho ou serviço. No caso das externalidades, como o carro que polui, o almoço está saindo de graça para o motorista poluidor (e para as montadoras), mas alguém, como sempre, está pagando a conta – neste caso, os que respiram o ar poluído, e a sociedade como um todo, que sofre os efeitos dos gases estufa, aquecimento global, etc. Alguém sempre paga a conta, com dinheiro ou não.

    2) Não é o dinheiro, é o poder. A partir de certo nível de riqueza, dinheiro não faz mais diferença. Qual a diferença, no padrão de consumo, entre um rico que tem US$ 300 milhões e outro que tem US$ 800 milhões? A diferença entre eles é assustadora: meio Bilhão de dólares, mas o padrão de consumo deles é praticamente o mesmo. Desse ponto em diante, de acordo com aquela velha pirâmide de Maslow e etc, a busca é pelo poder. Todo mundo quer dominar o mundo para fazer dele um lugar maravilhoso para se viver. O problema é que cada um tem uma idéia diferente do que seria um mundo maravilhoso para se viver, e é aí que a coisa complica. Veja a diferença de mentalidade entre um sheik árabe, Bill Gates, Mubarak e Elon Musk.

    3) Nova economia = serviços, colaboração e compartilhamento. O PIB mundial vai continuar crescendo, mas o que vai salvar o planeta é que ele vai crescer sobre os serviços, e não sobre o consumo gerador de lixo. A colaboração (crowd-isso e crowd-aquilo, Wiki-etc, Open-num-sei-o-quê) vai revolucionar as relações de trabalho (e as jornadas, que serão por resultado, e não por horas) e o compartilhamento vai frear mundialmente a produção de bens de consumo. Um mesmo livro vai ser lido e emprestado milhares de vezes entre as pessoas. O mesmo vai valer para aspirador de pó, furadeira, roupas, carros, imóveis, etc.

    Como devem ter percebido, estou otimista.

    Silvio.

    • Christopher diz:

      Olá Sílvio.
      1) Se o beneficiado não paga a conta o almoço é grátis para ele.
      2) São muitas as motivações do ser humano. O certo é que o contexto social e a possibilidade real é que definem até onde elas podem se expandir.
      Nova Economia = redução da desigualdade social + preservação ambiental + bem estar. Isto é o que tenho procurado mostrar e sustentar. A tese do crescimento econômico baseado em serviços e a de que a economia verde vai evitar a pressão ambiental, como já mostrei, não se sustentam. Ambos os fenômenos são apenas relativos. Mantido o atual modelo de consumo continuará havendo necessidade de crescimento da base material até que os previstos 10 bilhões de seres humanos sejam atendidos, o que é social e ambientalmente inviável. O crescimento exponencial já não é mais possível. Christopher.

  30. Dan Moche Schneider diz:

    Christopher,

    Bela resposta ao Nelson Motta. Integro ao almoço grátis, un recuerdo del cancionero argentino: “moneda que está en la mano, quizás se pueda guardar, pero la que está en el alma, se pierde si no se dá”.

  31. maria emilia matos diz:

    até onde essa nova economia, vai? não será apenas uma uma roupagem ,mas no fundo continua o mesmo modelo de desenvolvimento?

    • Christopher diz:

      Em termos estritamente econômicos a Nova Economia prevê a inclusão dos custos ambientais e sociais na formação dos preços dos produtos e serviços e nas decisões de investimentos. E também uma drástica redução na jornada de trabalho como solução para o desemprego. De forma mais ampla, ela prioriza o bem estar, a redução da desigualdade e a preservação ambiental. As duas medidas mencionadas são fundamentais para estes objetivos e significam o abandono da obsessão pelo crescimento econômico. É, portanto, um outro modelo de desenvolvimento. A meu ver, ele deve ser visto sob uma perspectiva histórica e gradual (mesmo que aos saltos). Da mesma forma que o capitalismo nasceu de dentro do feudalismo um novo sistema está aos poucos, e agora com a contribuição ativa dos interessados, se moldando. Quanto tempo este processo levará? Quem sabe? Que nome terá a nova forma de produzir e repartir? Certamente não será Nova Economia, nome apenas provisório, e que só será conhecido a posteriori. Acho que sua dúvida faz um bocado de sentido porque durante o processo de mudança que pode levar décadas os dois sistemas vão conviver um perdendo força e o outro se afirmando, podendo dar a impressão até de que nada muda, mas de fato, trata-se de uma mudança gigantesca.

      • Deborah diz:

        Christopher, obrigada pelos debates, são sempre muito bons. Quero contribuir com a seguinte reflexão: penso que o objetivo da economia capitalista é alcançar cada vez mais níveis de acumulação. Para tanto cria necessidades e consequentemente provoca o consumo. Nesse sentido, o consumo é o meio e não o fim da economia capitalista, um dos meios diga-se de passagem visto o processo de financeirização da riqueza, em que a acumulação não necessariamente requer a esfera produtiva para ocorrer. Considerando a acumulação como fim, cada vez mais são requeridos espaços e recursos para prover a acumulação. Assim, não necessariamente levas de consumidores são os responsáveis pelo caos ambiental, mas o modo como se utiliza os recursos e a maneira desigual com que são distribuídos. Por esse aspecto, não penso que o “tiro” seja no consumo, que temos que adequar o consumo, mas temos que avaliar para a nova economia outro objetivo que não a insaciável acumulação. A redistribuição do que já é produzido pode ser a chave, a redistribuição do uso dos recursos territoriais também, e a noção de que criamos necessidades para serem consumidas é outra forma de buscar uma nova economia. Abraço, Deborah.

        • Christopher diz:

          Olá Deborah. Realmente, a redução das desigualdades e consequente redistribuição da riqueza é uma possibilidade das mais prováveis. Mantendo-se também a continua absorção ao mercado dos que a ele ainda não pertencem, por força da pressão social e do interesse das empresas em abrir mercados. Isto, num quadro de necessidade cada vez mais premente de preservação ambiental e da impossibilidade de crescimento econômico exponencial sem limite. A redução no crescimento econômico leva à redução na taxa de lucro e de acumulação, ampliando o espaço, a meu ver, para atividades produtivas que não tenham o lucro como objetivo. O que não ocorrerá sem fortes resistências, é óbvio. Daí a constatação de que a preocupação maior é a de como fazer para que a mudança ocorra, e que ocorra com com o mínimo de sacrifícios e conflitos. Abraços,Christopher.

    • LUIZ ALBERTO RODRIGUES DOURADO diz:

      Gostaria ainda, na linha cristã que diz que “os pobres herdarão a Terra”, observamos que não foi contemplada no relação dialógica outras perspectiva, aliás a perspectiva em que isto se contextualiza realemnte e não falo como religioso, pois apenas tenho religiosidade.
      Quando se fala de pobres é preciso entender isto segundo o conceito Gurdjiefiano de que são os que não são cehios de vaidades, de presunção, de elementos inumanos que personificam o ego diabólico que é o agente promotor de todas as desgraças individuais e coletivas. Ser “rico” é ser cheio de todas estas mazelas psíquicas inumanas. Portanto o contexto verdadeiro é que os ricos não entram e só os pobres “de misério interior” é que são verdadeiros seres humanos, dignos de viverem e herdarem a Terra.

      Luiz Dourado

      • Christopher diz:

        Olá Luiz. Será que ao conquistarem a terra os pobres não deixarão de o ser passando a viver uma vida plena e de bem estar? Abraços, Christopher.

  32. Sergio Maia diz:

    interessante movimento ocorre em NY, pacifico, contra a tese do crescimento a todo custo, vale estudar

    • Christopher diz:

      Sem dúvida. E está se ampliando e mais definido, com propostas. Batem de frente com a democracia representativa, falida. Estou tendo juntar elementos sobre tais movimentos em diversos países para um próximo post pois acho que é por aí que a mudança vem, apoiada também pela democracia direta e pela sociedade civil.

  33. Gisella Colares Gomes diz:

    Penso que esta percepção é coerente. Não é determinista nem para o pessimismo e nem para o otimismo. Contém a presença da incerteza e traz a necessidade de nossa intervenção para que os resultados sejam bons, apesar de que nunca serão como desejamos e do quanto desejamos.

    • Christopher diz:

      Ah, você inaugurou a central de comentários. Vamos ver se funciona.
      Que bom que por sua avaliação do post sobre as possibilidades da Rio +20 não fiz nenhuma afirmativa definitiva o que seria um bocado de pretensão. É a luta, como você diz, que forja os desdobramentos. Parece contudo que os acontecimentos estão ajudando.

  34. Christopher diz:

    Com este comentário inauguro a central. Com ela, acredito que será possível manter diferentes “conversas” ao mesmo tempo, dentre elas uma sobre o post corrente que poderá continuar após a publicação do seguinte. E, o acompanhamento por você de suas mensagens e a de outros se faz de forma simples através de seu e-mail. Bom proveito.


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