E pensar que em 1930 a semana de trabalho já era de 40 horas e que assim permanece – 1

Originalmente publicado em 4 de junho de 2014.

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

“E a famosa previsão de Keynes feita em 1930 de que no início do século 21 a semana de trabalho teria sido cortada dramaticamente, para 15 horas?”

Movimento por 10 horas Diárias

Resultado do movimento por 10 horas Diárias

Parte 1.

Acesse aqui o post completo.

E pensar que em 1930 a semana de trabalho já era de 40 horas e que assim permanece – 2

Horas anuais por trabalhador em atividade – Empregados em tempo integral, parcial e atividade própria. Fonte: The Conference Board Total Economy Database™,January 2014.

Horas anuais por trabalhador em atividade – Empregados em tempo integral, parcial e atividade própria.
Fonte: The Conference Board Total Economy Database™, January 2014.

Parte 2. (Acesse aqui a Parte 1 que foi publicada em 4 de junho de 2014)

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As 10 principais objeções à redução da jornada de trabalho para 21 horas semanais

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Quem seria, então, o ditador global para implementar tudo isto?” (comentário ao artigo de Herman Daly descrevendo as 10 principais políticas para uma economia em equilíbrio).”

Charlie Chaplin – Tempos Modernos

Retorno hoje à série sobre a jornada de trabalho.

Nunca é demais relembrar que trata-se de uma “bandeira de luta” capaz de aglutinar a grande maioria da população e em especial, os movimentos sociais e que se alcançada junto com a internalização de custos “traz” a mudança do sistema econômico.

Ou seja, não se trata de ficar enumerando o que um ente imaginário deve fazer para que uma Nova Economia se implante senão, torna-se verdadeiro o comentário, com algum humor, de um leitor ao artigo “As 10 principais políticas para uma economia em equilíbrio” de Herman Daly, e que diz, em tradução livre:

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A marcha à ré da “civilização do automóvel”

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“Ao contrário do que diz, há crise no setor, sim, e estrutural. “A civilização do automóvel” tem cada vez menos espaço e não será o carro elétrico ou outra fonte “limpa” que reabrirá suas portas.”

1.050 metros do elevado da perimetral demolidos, parte da revitalização do porto do Rio de Janeiro. Foto: Beth Santos – AFP.

Continuo hoje a série sobre a decisiva questão da jornada de trabalho, detalhando-a um pouco mais sob a ótica do setor automobilístico.

O artigo de Míriam Leitão, “Ponto morto”, do último dia 3 ajuda a ilustrar a situação, mesmo que sob a ótica invertida de privilegiar o crescimento econômico independentemente de sua qualidade. Diz ela:

Não há uma crise no setor automobilístico. Aconteceu o previsto. A redução de impostos provocou antecipação de compras e agora as montadoras estão tendo um ano mais fraco. Além disso, a queda é principalmente nas exportações.

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Jornada de Trabalho: redução de 50%. E agora, para onde é que eu vou?

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“O que se espera é a recuperação das montadoras para que continuem sua missão de entupir, mais e mais, as ruas das cidades e rodovias que as interligam.”

Jânio Quadros na ponte em Uruguaiana. Foto de Erno Schneider: Prêmio de Jornalismo de 1962.

Não é que neste 1º de maio o governo brasileiro anunciou uma medida radical de redução da jornada em 50%? É claro, não estamos ainda numa Nova Economia, muito ao contrário, mas a chamada flexibilização da jornada mostra com tremenda clareza as contradições com que se defrontam, não só o Brasil, mas todos os países.

É é por esta notícia que reinicio a publicação semanal de posts às 4as feiras, com uma série sobre a decisiva questão da jornada de trabalho, assunto pendente de detalhamento neste blog. Continua também a publicação em português do boletim quinzenal do NEWGroup (sempre numa 6as feira) e que permite ao leitor uma visão mais ampla do que vem ocorrendo nos EUA, em termos da luta por uma Nova Economia.

Antes de detalhar a notícia, cabe lembrar que as mudanças preconizadas pela nova economia só vão ocorrer a partir de movimentos desvinculados das instituições vigentes, especialmente, daquelas que abrigam pseudo representantes da população e que na verdade defendem interesses deles mesmos e dos que os financiaram e não dos que neles votaram, a menos de quando estão “de olho” em manter ou ampliar seu eleitorado.

Acesse aqui o post completo.

Culpe o aposentado

  1. Utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.
  2. Veja notícias e artigos (novo) relacionados à Nova Economia na coluna da esquerda.
  3. A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

'domino' photo (c) 2009, jmarconi - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/A nova ministra do trabalho italiana chorou mas fez sua parte no ajuste de 30 bilhões de euros nas contas do país apresentado no último dia 4 de dezembro: A idade mínima de aposentadoria foi elevada para 62 anos no caso das mulheres e 66 anos para os homens. Pensões acima de 960 euros foram congeladas.

O desemprego grassa, a economia engasga e a solução é mais aperto, mais cortes. Isto vem acontecendo em todo o mundo. Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e Itália são os destaques. E nos EUA, o FED não deixa por menos. Tudo pelo PIB, mesmo a custa de empregos.

E não foi com menos espanto que li o recente artigo de Fábio Giambiagi intitulado “O desafio demográfico” publicado em O Globo em 11 de novembro último e que me levou a escrever um e-mail para o autor, que transcrevo:

Prezado Fábio,
O seu recente artigo publicado no O Globo parece indicar que se deve alongar o prazo para a aposentadoria em resposta à nova realidade demográfica. É isto mesmo?
Tenho observado que algumas das recomendações para os países europeus em crise vão pela mesma linha, o que me parece estarrecedor.
Num mundo onde falta trabalho, a solução é concentrar as ofertas?
Não será que a nossa época já permite um maior bem estar ao ser humano diminuindo a intensidade do trabalho remunerado e aumentando o tempo livre para outro tipo de atividade produtiva ou não? Abraços, Christopher.

Em resposta, ele escreveu:

Prezado Christopher,
Recebi seu e-mail, que agradeço. De fato, eu defendo essas ideias, mas leve em conta que: a) a idade em que na média as mulheres se aposentam por tempo de contribuição no Brasil é de 51 anos, sendo que no caso dos homens é de 54 anos, o que honestamente me parece muito cedo; e
b) nossa situação é diferente da europeia, uma vez que a União Europeia está passando por uma recessão severa, enquanto que nós estamos no mínimo histórico da taxa de desemprego.
O que eu defendo é uma adaptação suave e diluída ao longo de décadas das condições de aposentadoria à realidade demográfica dos próximos 30 a 40 anos, quando as pessoas tenderão a viver cada vez mais.
Novamente, obrigado pela sua mensagem. Cordialmente, Fábio Giambiagi

Respeito o trabalho do autor do artigo mas, fico pasmo ao verificar o impasse em que os economistas se colocam, impedindo-se de pensar no aparato produtivo posto a serviço do homem. Aumentou a expectativa de vida, o que parece ótimo? Arrocho. Aumentou a produtividade, o que em tese é excelente? Aumente-se o desemprego.

Ao contrário do que o Fábio Giambiagi diz em seu artigo, não há um mega desafio demográfico pela frente. O que há, sim, é a premente necessidade de mudar a teoria econômica vigente, superar a obsessão pelo PIB e relativizar a importância do lucro frente a questões mais importantes para todos nós: preservação ambiental, equidade social e bem estar.

Bem, estas questões mostram, me parece, é que, por bem ou por mal, uma Nova Economia terá que se impor.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

Estilo de vida

Estilo de vida... y estilo de muertephoto © 2008 Sento | more info (via: Wylio)Vimos no post anterior que o que as pessoas consomem é de utilidade para elas. Se puderem, consumirão cada vez mais, seus estilos de vida continuarão se adaptando à necessidade de consumir e não faltarão novas necessidades despertadas por novos produtos e serviços.

Este estilo de vida é bom ou ruim? Não cabe julgar. Mas é possível dizer, e o resultado da pesquisa da semana anterior confirma isto, que muito provavelmente ele deteriora continuamente o bem estar pessoal e social já que a prática de viver para trabalhar, trabalhar para ganhar e ganhar para consumir, numa corrida incessante dado o aumento continuo das expectativas e possibilidades de consumo e a necessidade de cada um em manter seu padrão relativo praticamente impede que se usufrua a vida.

Nunca é demais lembrar, que a grande marca deste período foi e ainda é o automóvel, cujo uso define em boa medida desde como se dão, entre outros, a urbanização, o transporte público e o perfil de práticas e hábitos de consumo. E que muito provavelmente, os novos tempos virão junto com a sua superação.

É claro que novos conhecimentos, o acesso e a difusão da informação e o nível de educação ampliam-se ao longo do tempo, e isto pode alterar os hábitos e estilos de vida das pessoas na direção de maior bem estar.

É claro também que existe um enorme espaço para a luta pela mudança voluntária de hábitos que vão se afirmando como mais saudáveis. Governos, em seus diversos níveis, inúmeras organizações em todo o mundo e pessoas independentes o fazem em nome da promoção do bem estar pessoal, ou do que consideram exigências ambientais ou sociais.

Mas, é muito duvidoso que um e outro possam mudar radicalmente o estilo de vida moderno na direção de um maior bem estar pessoal e social. Poderia se considerar que isto aconteceria numa longa e penosa mudança de mentalidade e conceitos. Mas, se depender apenas da vontade das pessoas e dos agentes econômicos essas mudanças tendem a ter um caráter contraditório. Basta ver o que ocorre atualmente, onde convivem uma aumento da noção da importância de uma dieta equilibrada para uma vida saudável e o aumento no consumo de álcool, da obesidade e do sedentarismo.

Bem, até aqui, analisamos a questão do consumismo sob a ótica do individuo. No próximo post encerramos esta breve analise do consumismo abordando sua relação com a sociedade como um todo. Até lá, deixo-os com a pesquisa da semana.

Os 12 tópicos mais relevantes

Baublesphoto © 2010 Erin! Nekervis | more info (via: Wylio)

Cresce em todo o mundo a consciência de que já é possível alcançar um novo patamar de bem estar superando a obsessão pelo crescimento econômico, preservando o meio ambiente, respeitando a limitação dos recursos naturais e reduzindo as desigualdades sociais. E que, para atingir um objetivo deste porte é preciso uma mudança social complexa, sistêmica, integrada e global.

Acreditando que a elaboração teórica, a formulação de propostas, a mobilização de pessoas e o trabalho político possam superar os obstáculos e a reação à mudança, inúmeras organizações civis em todo o mundo estão, de uma forma completa ou parcial, desbravando o terreno e liderando a luta. New Economics Foundation, New Economics Institute, New Economy Network, Tellus e New Economy Working Group, são alguns dos exemplos significativos de organizações dedicadas a este movimento pela Nova Economia.

12 pontos me parecem os mais relevantes da proposta de mudança preconizada pelo movimento por uma Nova Economia. Descrevo-os resumidamente a seguir. Em novos posts abordarei cada um em mais detalhes.

1.Bem estar: A felicidade do ser humano pode ser melhor endereçada subordinando-se o crescimento econômico ao interesse público e não o contrário. Isto, é claro, atendendo as necessidades inerentes a uma qualidade de vida adequada para todos.
2.Custos sociais e ambientais: Inclusão dos custos e benefícios sociais e ambientais no preço de de um produto, serviço e no valor dos investimentos tanto privados quanto públicos, com consequente mudança no perfil, possibilidade e necessidades de consumo.
3.Jornada de trabalho: Redução para 21 horas semanais eliminando o desemprego, gerando tempo livre e enfatizando o trabalho não remunerado e o lazer.
4.Distribuição da renda: Redistribuição do tempo de trabalho, da renda e da riqueza, através de impostos e incentivos, diminuindo as desigualdades.
5.Coprodução: Envolvimento dos favorecidos através da coprodução de bens e serviços públicos em áreas como educação e saúde.
6.Esfera pública: Ampliação e fortalecimento dos bens e serviços públicos entendendo-os como pertencentes a todos e livre atuação do mercado neste contexto.
7.Esfera civil: Fortalecimento do setor sem fins lucrativos atuando em conjunto com os setores público e privado.
8.Decisões locais: Tomada de decisões públicas pelos diretamente afetados e interessados valorizando a especificidade de cada núcleo urbano e cultural, mas sem perder de vista que existem produtos e serviços cuja produção e tomada de decisões pertinentes possam se dar mais adequadamente nos níveis regional, nacional ou internacional.
9.Taxação: Irrigação econômica com a transferência da taxação do trabalho para o consumo, atividades com impacto negativo em termos sociais e ambientais, e atividades especulativas.
10.Instituições financeiras: Vínculo do crédito com a capacidade dos tomadores em criar valor social e ambientalmente, e enfase no atendimento de necessidades locais.
11.Interdependência das nações: Reconhecimento da interdependência das nações no enfrentamento das desigualdades sociais e problemas ambientais.
12.Teoria do bem estar: Formulação de uma nova teoria econômica voltada para o bem estar coletivo.

Cabe ainda mencionar que a publicação “The Great Transition” apresenta uma visão de como pode se dar a transição para a Nova Economia e é uma ótima referência para uma visão detalhada dos pontos apresentados.

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